24/10/2006
Darwin, a Educação e o Futuro
Calcula-se em seis os episódios que provocaram extinções em massa. O último deu-se há 60 milhões de anos, quando os dinossauros desapareceram e, conseqüentemente, os mamíferos iniciaram seu reinado.
O que poucos percebem é que um sem-fim de seres vivos são extintos lentamente como resultado da baixa adaptabilidade que possuem. Darwin afirmava que apenas os mais ágeis e aptos sobrevivem, não necessariamente os mais fortes.
Nós, seres humanos, necessitamos sempre de uma causa para explicar um acidente, a morte, uma falência (extinção?). Temos dificuldade em entender que muitos insucessos são conseqüências de longos processos. Demorados e constantes. Talvez seja por isso que muitos fumam. O perigo, aparentemente, não é real nem imediato.
O mesmo raciocínio se aplica às escolas e aos professores. Temos dificuldade em analisar os processos evolutivos. Continuamos a pensar e agir (ensinar) como fazíamos há 20 ou 30 anos. De certa forma, muitos educadores permaneceram fechados em suas “salas de aula”, como ursos que hibernam por longos períodos. Aliás, animais ameaçados de extinção.
São muitos os sinais de alerta emitidos por este veloz processo “evolutivo” que estamos vivendo: a Era da Informação e do Conhecimento. As últimas décadas apresentaram o computador, a Internet, o telefone celular, o pragmatismo político, social e econômico. Novos países foram criados, novas palavras surgiram. Comportamentos se modificaram.
Hoje é possível conhecer o mundo sem sair de casa. Os jovens acessam jogos eletrônicos que simulam uma cidade. Vence aquele que melhor administrá-la. Isso implica em saber alocar inteligentemente os recursos disponíveis para educação, saneamento, infra-estrutura, segurança, etc.
É um novo mundo, não concorda? É, mas continuamos a pensar como décadas atrás. Escolas fecham suas portas e seus administradores não entendem como isso aconteceu. Não perceberam que os sinais de alerta há muito foram emitidos. Continuam buscando uma causa, um meteoro gigantesco, que explique sua extinção.
O mesmo raciocínio se aplica aos professores. Ao encerrarem-se em suas salas de aula, não perceberam que sua audiência (alunos) mudou. É como se uma novela da Globo, ao não apresentar razoáveis índices de acompanhamento, mudasse os telespectadores e não o enredo ou o autor. Percebe?
Caro gestor, o mundo mudou, os alunos mudaram... e a escola? Chegou a hora de conversar com sua equipe sobre possíveis mudanças para o fim deste ano e início do ano que vem. Comece a planejar! Há muitas novidades que podem passar a fazer parte do dia-a-dia da sua instituição. Invista nelas!
Fonte: Jornal Virtual - Gestão Educacional
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